Agressividade - considerado um distúrbio da conduta, caracteriza-se pelo padrão dominante da criança, só dirigida para o ataque e a destruição. O grau de energia agressiva mobilizada depende do tamanho e importância da frustração, bem como da capacidade individual de frustração. O modo como os pais lidam com sua própria agressividade é fator educativo ou não. A agressividade pode ser um meio de defesa, problema neurológico ou sintoma de algum conflito emocional da criança ou família. Os sentimentos que geralmente acompanham a agressividade são: inferioridade, humilhação, raiva, superioridade, destruição e prazer.

Timidez - acompanha sentimento de insegurança frente às situações novas e à realidade. As crianças tímidas preferem a companhia dos pais, pois se sentem mais seguras. O sentimento de vergonha é comum diante de situações de exposições. As conseqüências são a contribuição para a dependência, deixar de estarem em contato com os grupos, sentirem-se inferiorizadas e deixar de vivenciar situações importantes na vida.

Ansiedade - inquietude interna, movimentos agitados, falar excessivamente, passar de uma situação rapidamente para outra, dificuldade esperar sua vez, exageros na alimentação.

Birra - geralmente ocorre quando a criança é proibida de fazer alguma coisa ou contrariada. O sentimento freqüente na birra é o abandono. A criança responde com uma excitação difusa e respostas motoras. Quando o adulto conversa e reconhece o que está acontecendo, a criança pode chorar ou ter um acesso de raiva, e isso lhe provoca uma descarga.

Medo - é um sentimento comum em situações novas ou desconhecidas. Ele atrapalha quando paralisa a criança. É um estado emocional de alerta ante o perigo e muitas crianças não tem noção de perigo mesmo em idades mais elevadas.

Inquietude - a criança não é capaz de se adaptar ao grupo porque a instabilidade e a inquietude não lhes permitem fazer relação direta com outras crianças. É estabanada e desfaz o que está organizado. A inquietude fica entre a ansiedade e a hiperatividade. Elas possuem ritmos diferentes e necessidade maior de explorar o mundo.

Limite - impor limites é importante, pois faz a criança sentir-se protegida, amada, segura, e sabendo que há alguém que a cuidará, e a protegerá quando ela for longe demais, ainda que não tenha estabelecido dentro de si o perigo. O tom de firmeza é muito importante devendo ser claro e não dar margens à outras interpretações.

Tristeza - a tristeza põe a criança em contato com a emoção, sendo a depressão a falta de contato com a emoção e de perspectiva de vida. A tristeza ocorre: na separação de pais, lutos, nascimento de irmão, saída da mãe do campo visual, mudança do ciclo de vida, etc.

Hiperatividade - traz uma alta carga de energia e se caracteriza pela impossibilidade de descarga e também pela desconexão com os sentimentos (não há recursos para expressar sentimentos). Ela evita a dor e a tristeza. Ela é uma criança sozinha, pois está impossibilitada de fazer contato com o grupo pela sua inquietude. Sintomas: impulsão, desatenção, inquietude, falar excessivo, baixa auto-estima, humor alterado, baixa tolerância à frustração. Geralmente está associada a problema neurológico.

 

Juliana Campos Ferrarese

Problemas comuns em Crianças